sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Desculpe pessoal...

Mas não tenho escrito nada por estar ocupado e ficarei mais alguns dias sem poder escrever nada...

Em novembro, nos vemos de novo.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Que vergonha dona Marta!

Senhores, senhoras, já faz um tempinho que não escrevo e aconteceu muita coisa essa semana. Em terras tupiniquins, em São Paulo para ser mais exato, a campanha de Marta Suplicy solta uma bomba na mãos do eleitor: Kassab é casado? Tem filhos?

Mas que vergonha D. Marta! Isso é pergunta que se faça em época de eleição? Isso não passa de tremendo jogo sujo! Primeiro, por esmiuçar a vida privada de um adversário. Segundo, por lançar questões,de modo totalmente dissimulada, sobre a sexualidade de Kassab. Ora, a candidata do PT sempre foi conhecida pela militância por liberdade sexual e foi uma heroína dentro do movimento LGBT (ex-GLS, ex-GLBT). Ela simplesmente jogou no lixo seu histórico, juntamente com boa parte do voto gay de SP. Tremendo tiro no pé.

E depois vem o day after, notícias nos jornais, repúdio da campanha democrata e de um punhado de aliados e ex-aliados (até Lula chiou, mas discretamente). E sabatina na Folha. E ela se defende, primeiro dizendo que o eleitor tem que conhecer o candidato. Lamento, mas ele não precisa saber tanto. Sim, deve-se esmiuçar as propostas, a vida pública pregressa e atual, buscar informações sobre idoneidade. Mas a vida privada, não.

Depois, coloca a culpa nos responsáveis pela campanha. Espera, aí? Dar uma de João-sem-braço? Pelo jeito ela aprendeu muito bem com o Presidente. Ou seja, não saber de nada. Mas, ela não deveria ser responsável pela sua campanha? Se ela não sabe o que as pessoas ao seu redor fazem em uma campanha, imagine na prefeitura.

Mas, felizmente, esse tipo de estratagema, de esmiuçar a vida privada da campanha, não funciona mais. Ainda bem.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dia das Crianças...

Domingo, dia 12, é Dia das Crianças. Nada mais justo uma bicicletada dedicada a elas. Obviamente, não é apenas para elas. Por isso, todos estão convidados. Tragam seus filhos, sobrinhos, irmãos, netos de "0 a 125 anos".
Praça do Ciclista, 15:00

Pedalando pela cidade e encontramos um piano...

Apesar do frio, ontem decidimos dar uma pedalada pela cidade. Quando estávamos brincando de pega-pega (de bicicleta) no Pátio do Colégio, um PM nos avisou de um piano na praça. Na hora não entendi, mas de fato tinha um piano de baú no Pátio! Então, os pianistas do grupo decidiram fazer um pequeno recital...

Mas como esse piano foi parar ali? Ele e outros 7 pianos foram distribuidos pela cidade de São Paulo, sempre em locais público de intenso movimento. É o projeto Play Me I'm Yours (Toque-me, sou seu) de Luke Jerram e faz parte da Mostra de SESC de Artes 2008. Esses pianos estarão a disposição de qualquer pessoa que queira tocá-los (ou apenas brincar com eles) até final da mostra (18 de outubro). Além disso, também haverá performances todos os dias com músicos convidados, como Lívio Tragtenberg.

Interessou-se? Os endereços dos pianos.
O vídeo é do Marcelo Siqueira.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Tá com preguiça de pedalar, acha que mora longe do trabalho? Leia isso.

Retirado do blog de Silvio Tambara, que por sua vez retirou de um e-mail do nosso amigo Canna.

Para aqueles que vivem criando desculpas para não pedalar, mesmo que as condições sejam favoráveis, e continuam a poluir e congestionar. Para a classe média que mora tão perto do trabalho e mesmo assim acham que não compensa deixar o carro em casa.


E pensando aqui, me lembro de uma passagem uns tempos atrás:

Estava na bicicletaria, trocando meus pneus 2.0 novinhos por dois 1.5 slicks, pois os largos não me agradavam. Pagava R$ 25 paus em cada pneu, mais as câmeras novas...sem pensar muito que estava gastando uns 70 reais ali, graças a Deus não me fazem falta.

Enquanto aguardo, um rapaz bem simples, com uniforme de empresa e uma bike toda fudida chega perguntando quanto era um pneu novo. A bike dele era uma mountain bike toda ferrada, com roda dianteira com aro diferente da traseira, os pneus estavam um caco, sem freio traseiro...

Puxei assunto e ele me disse que ia para o trabalho todo dia de bicicleta, fiz uns cálculos e ele pedalava uns 40km por dia. Disse que fazia supermercado, tudo ele ia de bike pois era mais rápido e fazia bem pra saúde.

Ao saber o preço do pneu mais barato, descartou a compra pois nitidamente não tinha a grana para comprá-lo.

A minha ficha caiu. Ofereci meus dois pneus com as respectivas câmeras. Ele achou meio estranho e perguntou quanto era. Disse que não era nada, eu ia entulhar isso em casa e pedi pro cara da bicicletaria arrumar uma roda 26 usada pra ele montar com os pneus que dei.

O cara abre a carteira, saca os únicos 10 reais que tinha e me oferece. Me senti um lixo. Falei pra ele que ficaria muito feliz em saber que ele iria usar os pneus e que dos amigos não se cobra nada.

Os olhos do cara encheram de lágrimas...

Eu vivo lamentando os números da empresa, que eu perdi ali, que eu ganhei ali...catzo, eu tenho um monte de bicicletas, todas do jeito que quero, poderia me sentir um cara realizado, e acho que pedalo muita coisa...

Eu sou na realidade um merda...quem pedala são estes guerreiros. Eles são os ciclistas urbanos, percorrem distâncias diárias gigantes com uns trambolhos daqueles, só com freio traseiro. Nem fazem idéia do que a bicicleta representa no trânsito ou os direitos que têm, eles só querem pedalar e chegar vivos em casa.

Tem situações que fazem a gente pensar: o que faz encontramos estas pessoas para deixarmos de reclamar um pouco e olhar pro cara que tá do seu lado?

Acho que se as bicicletas não forem para todos, não serão para ninguém.

É isso.

Canna


É em nome desses guerreiros que muitos saem em bicicletadas, manifestações, enfrentam a polícia. E eles são uma das razões que transformou a bicicleta em algo político. Quando se pede segurança e estrutura para bicicletas não se pede apenas para os usuários de Treks, Cannondales e Scotts da vida, mas também para as pessoas, que muitas vezes saem da periferia para trabalhar para os que possuem tudo. Quando se fala a favor do chamado "pedágio urbano", se fala a favor dos que pegam trens cheios, pedalam distâncias homéricas ou andam quilômetros para chegar em casa.
O "pedágio urbano" prejudica o pobre? Lamento, mas os pobres (de verdade) não usam carros.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Concurso para paraciclo em Nova York

O Departamento de Transporte de Nova York e Cooper-Hewitt National Design Museum, com apoio da Google e Transportation Alternatives estão promovendo um concurso para escolher o paraciclo padrão que será usado pela prefeitura de Nova York. Dia 30 do mês passado os designs finalistas foram instalados em algumas ruas e também no museu.

Sem dúvida é uma excelente iniciativa de uma cidade, que está assumindo cada vez mais a opção não motorizada para atenuar os impactos do uso excessivo do automóvel. Quando será que chegará a vez das cidades brasileiras?

Mais detalhes no blog oficial do concurso e no site Streetfilms.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

La Criticona - Massa Crítica Interplanetária

Os madrilenhos convocam todas as massas críticas para comparecerem em La Criticona. E querem fazer desta festa, a maior massa de todos os tempos.

Ela será ano que vem, do dia 30 de abril a 3 de maio.
Sem muitos detalhes, por enquanto. Mas cheio de gás.